Polícia Civil do RS deflagrou operação contra quadrilha que criava sites falsos de concursos e alistamento militar para cobrar taxas via Pix. Dois presos e 13 mandados cumpridos.
Se você recebeu um link para se inscrever em um concurso público ou alistamento militar, tome muito cuidado antes de clicar. Uma quadrilha desmantelada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul atuava exatamente assim: criava sites idênticos aos oficiais, atraía vítimas com falsas vagas e cobrava taxas via Pix.
A operação resultou no cumprimento de dois mandados de prisão preventiva e 13 mandados de busca e apreensão em quatro estados: São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Rio de Janeiro.
Como o golpe funcionava
O esquema era simples, mas eficiente. Os suspeitos criavam sites falsos que imitavam páginas oficiais de concursos públicos e alistamento militar. As vítimas encontravam os anúncios pela internet, se cadastravam achando que estavam participando de um processo seletivo legítimo e, então, recebiam a cobrança.
O pagamento era exigido via Pix, o que facilitava a pulverização dos valores entre contas de diferentes empresas ligadas ao grupo. Foi justamente essa movimentação financeira que permitiu à polícia cruzar as informações e identificar os envolvidos.
O que levou à prisão
A investigação rastreou os pagamentos recebidos pelas vítimas até uma rede de empresas controladas pelos suspeitos. O fluxo de dinheiro entre essas contas criou um rastro que os investigadores seguiram até chegar aos responsáveis pelo esquema, espalhados em quatro estados diferentes.
Como se proteger
Golpes desse tipo crescem justamente porque 2026 é um ano de volume histórico de concursos públicos. Com tantos editais circulando, fica mais fácil para fraudadores se misturar ao cenário real e enganar candidatos desatentos. Fique atento a estes sinais:




